Cinco capítulos, dezoito momentos. Ano após ano, tudo recomeça.
Capítulo I · Na vinha
01
Vinha
“São 20,9 hectares de vinha plantada, e quatro deles têm mais de sessenta anos.”
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Capítulo I · Na vinha
02
Vindima
“A vindima é à mão, na vinha, por uma equipa de sete que escolhe bago a bago, em caixas de 18 quilos.”
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O caminho do brancoO caminho do tinto
Capítulo II · A chegada
03
Receção
Branco e tinto, lado a lado
“Câmara frigorífica à chegada. No Douro Superior o calor desidrata a uva antes de ela chegar à prensa.”
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O caminho do brancoO caminho do tinto
Capítulo II · A chegada
04
Seleção e separação
Branco e tinto, lado a lado
“Desengace total com esmagamento ligeiro. Nos brancos o mosto separa-se das películas; nos tintos, fermentam juntos.”
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Capítulo III · Nasce o vinho
05
Câmara frigorífica
O caminho do branco
“As uvas ficam vinte e quatro horas a frio antes da prensagem, para chegarem à prensa sem choque térmico.”
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Capítulo III · Nasce o vinho
06
Prensagem e decantação
O caminho do branco
“A prensagem é pneumática e direta, sem maceração pelicular: o mosto entra limpo e clarifica devagar.”
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Capítulo III · Nasce o vinho
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Lagar
O caminho do tinto
“A pisa a pé é uma das quatro maneiras de fermentar tinto aqui. A pedra do lagar é granito, que aflora na Falha da Vilariça.”
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Capítulo III · Nasce o vinho
08
Remontagem
O caminho do tinto
“A Touriga Nacional tem o seu lagar próprio, com uma rede que segura os sólidos dentro do mosto.”
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O caminho do brancoO caminho do tinto
Capítulo III · Nasce o vinho
09
Fermentação
Branco e tinto, lado a lado
“Os tintos fermentam entre 22 e 30 °C, para extrair cor e taninos; os brancos entre 12 e 18 °C, para não perder o aroma. A água circula na camisa da cuba, nunca no vinho.”
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Capítulo IV · O tempo
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Clarificação e estabilização
“Estabilização proteica com bentonite, estabilização tartárica e filtração antes do enchimento — o mínimo para o vinho chegar limpo à garrafa.”
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Capítulo IV · O tempo
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Estágio
“O carvalho francês dá elegância e o americano dá baunilha. Na maior parte dos lotes a barrica é de segundo e terceiro uso — a madeira integra-se sem se sobrepor à fruta; nas reservas entra também barrica nova.”
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Capítulo IV · O tempo
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Sala de barricas
“São cerca de 150 barricas, a 75–80 % de humidade. Os batoques eletrónicos vigiam o vinho sem que a barrica se abra.”
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Capítulo IV · O tempo
13
Prova e loteamento
“Um vinho não é uma coisa única: é uma mistura de lotes — uns em barrica nova, outros só em inox. O lote decide-se à prova.”
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Capítulo V · A garrafa e o recomeço
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Engarrafamento
“São seis passos: a garrafa é inertizada com azoto, lavada, seca, cheia, lavada por fora e rotulada.”
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15Rotulagem
Capítulo V · A garrafa e o recomeço
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Rotulagem
“Cada rótulo leva a sua tiragem: do Migalha Tinto, com 380 garrafas, ao Palato Branco, com vinte mil.”
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Capítulo V · A garrafa e o recomeço
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A garrafa
“A garrafa fecha o ano. O que entrou foi uva da Quinta, e só dela.”
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Capítulo V · A garrafa e o recomeço
17
Poda
“Durante o repouso vegetativo, as ovelhas controlam a vegetação entre as videiras. E é a poda que decide a colheita seguinte.”
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Capítulo V · A garrafa e o recomeço
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Trato da vinha
“Há enrelvamento entre as fiadas e quatro hectares de pastagem. O trabalho recomeça, ano após ano.”
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O lote final também se decide à mesa.
Antes de chegar à garrafa, cada vinho passa por sucessivas provas. Carloto Magalhães e Paulo Schreck preparam propostas de lote e avaliam-nas com rigor. Os sócios e as famílias acrescentam um olhar exigente e próximo de quem vai beber o vinho.
A sala das cubas recebe almoços e jantares, e às vezes o vinho passa diretamente da cuba para os copos. É aí que se percebe se um lote resiste a uma refeição inteira — que é a prova que conta.
A avaliar o vinho contra a luz
O lema da adega · cinco coisas que não fazemos
«É melhor não mexer para não atrapalhar.»
Dela saem cinco recusas, e cada uma custa dinheiro, tempo ou garrafas.
Não compramos uva. Nem uma, a ninguém — e é isso que mantém a produção normalmente entre cem e cento e trinta mil garrafas por ano.
Não limpamos a vinha. Durante o repouso vegetativo, são as ovelhas que controlam a vegetação entre as videiras.
Não damos barrica nova ao vinho de todos os dias. No Colheita a madeira é de segundo e terceiro uso — serve, não manda. A barrica nova fica para os Reserva.
Não esmagamos a grainha. Nos lotes de vinha velha a extração é por pisa a pé em lagar de granito, uma extração suave, adequada a estas uvas — e a grainha inteira limita a extração de amargor.
Não deixamos a uva aquecer. Vinte e quatro horas em câmara frigorífica antes de entrar: uma etapa logística exigente, destinada a preservar a qualidade da uva antes da vinificação.
A garrafa fecha o ano. O que entrou foi uva da Quinta, e só dela.